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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A volta das grandes rivalidades na Fórmula 1

Uma das grandes atrações da Fórmula 1 do passado foram as grandes rivalidades, entre equipes e pilotos que muitas vezes desfizeram duplas de pilotos, geraram confrontos dentro da equipe e produziram comentários jocosos após corridas. Nos últimos anos essa rivalidade tão tradicional praticamente inexistiu.
Alguém pode alegar que Hamilton e Vettel fazem uma rivalidade, a resposta é :"nem tanto" você não viu Vettel se dedicando só para ficar a frente de Hamilton ou Hamilton usando a ascensão de seu colega para crescer e buscar uma vitória impossível. São dois grandes pilotos buscando vitórias e títulos.
O mais próximo que chegamos foi: Ferrari X Mercedes, mesmo assim a equipe italiana não conseguiu ameaçar verdadeiramente a alemã, lutando e morrendo na praia.
Em 2018 eclodiu uma rivalidade dentro da Red Bull: Verstappen e Ricciardo, os dois se engalfinharam na pista, um tirou o outro da pista, forçando a equipe a escolher um dos dois. Red Bull ficou com Verstapen, o qual eles acreditam ter mais chances de lutar pelo título mundial. A rivalidade foi abreviada com a ida do australiano para a Renault.
Mesmo assim nada parecido com Senna Vs Proust - onde o brasileiro jogou o carro sobre o francês, vencendo um campeonato.
Piquet Vs Mansel - o brasileiro chamou o inglês de idiota veloz, os dois tentaram ser companheiros na Willians, mas não deu certo.
Niki Lauda e James Hush - onde o austríaco encontrou nas vitórias de Hunt motivação para voltar a correr.
Schumacher e Villeneuve - o alemão tirou o canadense da pista sendo campeão; no outro ano ocorreu o inverso e Schumacher perdeu o título.
Na década de 1990 tivemos a rivalidade McLaren-Honda e a Willians-Renault disputando o título, ano após ano.


Possíveis Rivalidades


Já que revivemos o passado, o que pode mudar? No post Leclerc é uma realidade trouxe as grandes promessas dessa nova geração; o melhor deles segue sendo Verstappen e é com ele a rivalidade mais prometida.
Dono de personalidade forte, determinado a vencer e politicamente incorreto o holandês voador é apontado por muitos como o sucessor de Hamilton e pode encontrar em Leclarc um rival. Ambos são machos alpha e estão determinados a alcançarem o título.
Dois pilotos jovens, rápidos, determinados e com sangue de vencedor. Em 2021 grandes mudanças devem acontecer na Fórmula 1, mas podemos ver o começo nesse ano.
Por falar na temporada de 2020 que tal Leclarc Vs Vettel? O tetracampeão teve seu pior ano na Fórmula 1, muito se deve a chegada de Leclarc, que mostrou reivindicou o comando da matilha, chegando de vagar o monegasco começou a latir mais forte e provou que morde forte, terminando a temporada na frente de Vettel.
Vettel vai ter que provar para a Ferrari que vale a pena investir nela para buscar o título, para isso vai ter que ficar a frente do jovem Leclarc; vimos um semblante dessa rivalidade em 2019, com direito a Vettel tirando ele e Leclarc da corrida. Dependendo do que o alemão fizer teremos muitas emoções.
A Renault está capengando, possui dois pilotos velozes o cordial, mas excelente Ricciardo e o agressivo Occon (alguns dizem que Toto Wolf escolheu Bottas para ser companheiro de Hammilton na Mercedes pelo temperamento de Occon nas pistas, ele queria um piloto estilo Barrichello para ser um fiel companheiro. Com tudo isso podemos ver uma guerra de pilotos dentro do time francês. 
vamos torcer!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

He-Man e os Mestres do Universo

He-Man anos 80
A origem do He-Man envolve muitas histórias, para garimpar a mais fidedigna tomei como fonte vídeo do canal Coleção e Ação  e um documentário da Netflix sobre a história dos brinquedos. 
Para dar água na boca sabia que He-Man não tem reação direta com Conan, mas com Star Wars?
Em 1976 George Lucas buscou a Mattel para fabricação dos brinquedos de Star Wars, na época os executivos da marca não acreditaram no potencial de Darth Vader e sua galera (a FOX também não, por isso os direitos da marca pertenciam a Lucas Filmes e não ao estúdio). 
Com o sucesso da franquia a Mattel teve que correr atrás do prejuízo ao ver o sucesso dos filmes e a pequenina Kenner agigantar-se com a venda dos brinquedos de Star Wars.
A guerra dos brinquedos estava assim: Hasbro vendendo G.I Joe mais que pãozinho quente e a Kenner entrando na briga, correndo o risco de ficar de fora da briga (a Mattel era dona da Barbie precisava de um boneco para os meninos). Sua equipe criativa queimou neurônios.
A equipe criativa chegou no homem forte e guerreiro, com três ideias: Vikings; robôs ou homens do espaço. Agora você sabe o porque daquela bagunça criacional que é o universo de He-Man; a ideia de um futuro distante em que algo deu ruim e todos voltaram ao mundo medieval não foi intencional (muito menos influência de Mad Max), apenas uma escolha de mercado.
O motivo da junção das três ideias teve influência de Conan, porém de forma indireta. Os executivos da Mattel viram que poderiam ter problema ao venderem bonecos de um homem forte de cabelos longos e bárbaro, por isso deram a ele o cabelo loiro e chanel (que Conan nunca usaria) e incrementaram com um universo futurista e o jogaram em outro planeta.
Havia outro problema, não basta criar um brinquedo e joga-lo na praça. As crianças precisam saber o que é aquilo. Comandos em Ação possuía uma série animada; Star Wars estava nos cinemas. Mas e He-Man?


Comics de He-Man


Imagine o seguinte cenário: um grupo criativos apresenta um fortão de cabelo chanel que vive
trocando tapas com uma caveira amarela e azul acompanhado de uma galerinha bárbara/futurista. Não colou. Foi aí que a equipe de criação afirmou ter mini comics, histórias em quadrinhos do He-Man, contando a história do herói.
Os executivos se animaram, eles tinham um herói. Os próximos problemas: os comics não existiam, a equipe teve que sair correndo procurando um
desenhista e um quadrinista, sim o herói que dava conselhos para criança nasceu em um golpe!
A equipe de criação queria um roteiro que envolvesse He-Man e sua tribo de bárbaros que enfrentavam Esqueleto no distante planete Eernia; ambos estariam ligados por suas espadas que se uniam (lembra que a espada do He-Man era muito parecida com a do esqueleto?).
Evidentemente algumas coisas mudaram, a história estava muito pesada e as crianças pequenas não iriam ler as hqs. Foi quando decidiu-se que He-Man teria um desenho animado - isso é que é exemplo de um bom planejamento!
Em 1982 os brinquedos foram lançados e em 1983 o desenho estreou nos EUA, com o único objetivo de vender brinquedos. Acontece que essa bagunça deu certo e o desenho improvável passou a morar dentro dos nossos corações.


He-Man e Os Mestres do Universo


Assim fomos apresentados ao planeta Eternia, onde o bondoso e honrado rei Randor governa com sabedoria, porém nem todos concordam: Esqueleto e seus seguidores querem dominar o planeta. 
O príncipe Adan recebeu poderes mágicos da feiticeira; apenas Mentor; Pacato (seu tigre de estimação) e Gorpo (o mago da corte) sabem seu segredo.
Assim, sem nenhum motivo ou apresentação (exceto da opening do desenho) fomos jogados na batalha. O carisma da animação, seus personagens e uma boa equipe de criação (somado com uma linha de brinquedos muito legal) resultaram no sucesso de He-Man.
Lembra daquelas comics criadas? Eles eram vendidas junto aos bonecos e inspiraram a animação; que se tornou mais leve: Esqueleto era engraçadinho; os vilões patetas e incompetentes; os heróis mais espertos e caridosos e He-Man um herói que evitava descer a porrada nos vilões, valorizando a moral.
Os conselhos do He-man no final de cada episódio foram incluídos para amenizar ainda mais a trama, repleta de ação (para os padrões americanos da época). O que era apenas uma desculpa para vender brinquedos rendeu 200 episódios! 
Fiquei curioso e fui ver o último episódio: Kobra Khan pede ajuda ao herói, seu povo está morrendo de frio pois a chama que aquece o mundo subterrâneo em que vivem se apagou (cobras tem sangue frio, ok?) era tudo uma armação do vilão que queria se livrar do herói e virar rei de seu povo. Não funcionou.
He-Man não terminou, foi cancelado e o motivo? Sua prima She-Ra.
Aqui no Brasil os dois desenhos passavam em sequência, era clara a diferença de qualidade. Adora possuía uma história, uma origem assim como os vilões. A Mattel tentou arrecadar mais vendendo para as meninas, o que deu errado.
Os meninos não gostaram de ver seus heróis associados a bonecas; as meninas não estavam nem ai para bárbaros com bons conselhos e a série da She-Ra nunca decolou (até hoje fãs não engolemEsqueleto como subalterno de Rordak). Contudo He-Man não terminaria ai.


Os Mestres do Universo: O Filme


Com o sucesso do desenho a Mattel planejou um filme, o nome imaginado era óbvio Arnold Schwarzenegger, que se interessou pela personagem e topava fazer o filme. Porém a queda nas vendas dos brinquedos e a procura pela marca esfriou.

Assim a Canon comprou os direitos da personagem, o estúdio dos amigos israelenses ia mau das pernas, vindo do fracasso financeiro de Superman IV; o estúdio buscava desesperadamente um sucesso financeiro, mas sem dinheiro fica difícil.
A Canon tentou filmar o Homem-Aranha (conto essa história aqui), mas largou o projeto sem dinheiro. O estúdio viu em He-Man um sucesso em potencial, mas a toque de caixa não poderia construir Eternia.
Em uma trama parecida com Exterminador do Futuro o filme se passa na Terra: Esqueleto venceu a guerra e conquistou Grayskull; um anão chamado Gwildor (que nunca apareceu na série) criou uma chave mágica usada por Esqueleto.
A história até que não era ruim, hoje em dia renderia um bom especial: um longa animado ou uma grafic novel; mas seu principal problema foi a pouca (ou nenhuma) fidelidade: as únicas personagens presentes eram He-Man (vivido por Dolph Lundgren); Mentor; Teela (bem descaracterizada); Esqueleto (Frank Langela, consagrado ator de teatro); Maligna (igualmente descaracterizada, mas assustadora) e Homem-Fera.

Nenhum sinal do príncipe Adan; Pacato, dos outros mestres ou vilões. Lembro do meu esforço de criança para juntar aquilo que eu via as personagens conhecidas. 
Em um determinado momento Esqueleto envia quatro mercenários para a Terra. Custava dar os nomes reais para eles? Claramente inspirados em Mandíbula e Aquático. Possivelmente os nomes foram mudados pelo custo do visual. 
O filme que custou 22 milhões de dólares rendeu 17.3 milhões ajudando o estúdio a afundar ainda mais.
Hoje o filme ganhou status de cult, eu particularmente curto ele, provavelmente muito por conta do saudosismo, sempre que posso assisto e me arrepio com o grito "Pelos poderes de Grayskull!" proferido na parte final.


 As Novas Aventuras de He-Man


Em 1990 a Mattel tentou ressuscitar a personagem, encomendando As Novas Aventuras de He-Man, o horror! É a única maneira pela qual consigo chamar essa joça. Facilmente entra para a lista dos piores
desenhos da história. Para piorar estreou no Brasil durante o boom dos animes. Responda rápido o que você preferia assistir esse He-Man paraguaio de rabo de cavalo ou Cavaleiros do Zodíaco?
A Globo exibiu As Novas Aventuras de He-Man por pouco tempo, pouco depois desistiu e voltou ao original, para a alegria da galera. Mas do que se trata?
No futuro o planeta Primus está com problemas, ele se vê ameaçado pelos mutantes, então pede ajuda ao maior herói de todos, He-Man, que aceita o chamado e viaja no tempo. mas antes revela sua identidade para os pais, que se enchem de orgulho.
Esqueleto?
Esse momento é muito legal e mereceria uma nova versão, sendo o único ponto alto do desenho.

No demais é mais do mesmo, com esses problemas:
A história era chata, as personagens desinteressantes e ó serviam para dar saudades dos nossos queridos mestres. O visual de He-Man e do Esqueleto mudou muito, o Chanel foi substituído por um rabo de cavalo; sua sunga de pelúcia virou uma calça. Já esqueleto ganhou um nariz e olhos, com  uma pele cinza ou seja ele deixou de ser um esqueleto!
nem só de saudosismo vive o homem; a animação era burra: He-Man nunca derrotou o Esqueleto, ele abandona sua família e amigos, partindo para outro mundo (a mando da Feiticeira) deixando Eternia para seu vilão.
Já nosso querido vilão que adora gargalhar tem a brilhante ideia de ir atrás de He-Man e dominar esse novo mundo. Isso mesmo, ele tinha a faca e o queijo na mão e o que faz? Desiste, vi sozinho para o futuro, onde vira lacaio do Mutante líder.
Essa bosta teve 65 episódios! Sessenta e cinco! Isso não é animação, é desperdício de tinta! Ninguém assistiu e hoje está enterrado na memória traumática da humanidade.


He-Man e os Mestres do Universo (2002)


Doze anos depois estávamos recuperados, tínhamos quase esquecendo daquele trambolho quando a Mattel vem com essa nova versão e se redime totalmente! A animação de 2002 é tudo que um remake precisa ser: respeita o original, é moderno e acrescenta aspectos que faltaram.
A animação começa com um longa, dividido em três
He-Man remake
episódios que conta a origem do esqueleto, de Grayskull, o porque o príncipe Adan virou He-Man e acrescenta elemento na trama: O motivo pelo qual Esqueleto quer dominar Eternia; a relação complicada entre Teela, seu pai e a Feiticeira; nem todos os subalternos de Esqueleto são fieis.
Aliás o Esqueleto é uma ameaça real, sem deixar de ser bem humorado e He-Man está mais violento que a série oitentista. 
Ainda temos a sugestão de um romance entre teela e Adan; ela vive provocando o príncipe e o chamando de covarde, mas não desgruda dele. Já o herói quer se provar aos olhos da moça.
O visual mais selvagem e um pouco mais dark cria o
He-Man remake
clima certo para atrair crianças e agradar os fans das antigas. Os 39 episódios seguem a velha fórmula de eventos aleatórios, cada um focando em uma personagem (assim se você perder um ou dois episódios não faz diferença), mas são bem fetos e possuem ação adequada para uma produção americana.
Particularmente gosto muito dessa versão, ela supera a original em muitos pontos: qualidade da animação; desenvolvimento das personagens; ameaça. Mas claro a original conta com nosso afeto.
Ainda existe muita coisa sobre He-Man para ser dita, um post não é suficiente e achei que não seria legal espremer tudo em um só. 
Dessa forma o defensor de Eternia deve voltar em um novo post.
Pelos poderes de grayskull, eu tenho a força!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Entrevista com Rio Uchida

Quem assistiu Kamen Rider Drive sabe que essa é uma das melhores séries do herói gafanhoto (mesmo ele sendo inspirado em um carro e não em um gafanhoto), assim como sabe que por melhor que a série venha a ser nada supera a policial gatinha (mas emburrada) com lindas pernas e personalidade forte.
A Kiriko é admirável em todos os sentidos: forte, determinada, profissional, integra e linda (muito linda). Esse último fator é mérito exclusivo de sua interprete Rio Uchida.
A modelo que virou atriz segue grata a Kamen Rider Drive, afirmando diversas vezes que não teria uma carreira sem o tokusatsu. Segue a tradução de sua mais recente entrevista, você pode ler o original aqui
Apelidada no Japão de garota da subcultura, Rio Uchida é fã declarada  de mangás, animes e games (é praticamente uma Otaku muito gata e talentosa). Rio conheceu Dragon Ball através de retransmissões durante o ensino médio, logo tornou-se tão fã comprando todos os volumes do manga. "Foi então que virei fanática e colecionei mercadorias e figures, além de - não sei como você as chama; Fanbooks? Dicionários visuais? - coisas do tipo.

Deuses Mortos: Como foi conseguir o papel de Kiriko, em Kamen Rider?
Rio Uchida: Para ser sincera, nunca pensei que ainda tivesse esse emprego e fizesse parte deste mundo aos 23 anos. A primeira vez que disse que “quero fazer parte do show” foi durante minha audição para "Drive". A maioria das minhas experiências de vida como atriz aconteceu porque eu faço parte da equipe do "Drive". Mesmo tendo havido momentos difíceis, minhas memórias de atuação nesse programa foram felizes. É o que eu penso. No momento, tenho 22 anos. 23 está chegando em breve, e ter a chance de retratar Kiriko - acho que foi o destino. Eu tenho que fazer uma heroína, mesmo
que não me considerasse uma. A audição parecia dar um passo à frente, dois passos para trás. Porque, apesar de eu conseguir essa posição, havia tantos atores retratando policiais ao redor e eu não sentia que me encaixava. Mas, de certa forma, ter a oportunidade de interpretar Kiriko também era meu destino.
Minha mãe é uma grande fã de Kamen Rider há muito tempo. E ouvi dizer que, na nova série, um dos Cavaleiros pode até ser interpretado por uma atriz, que estou ansiosa para ver. De qualquer forma, aos domingos costumávamos acordar cedo para assistir Rider naquela época. E foi por sorte que um dia minha mãe me levou ao “Museu de Manga Ishinomori” e vimos uma imagem minha retratando Kiriko. Acho que devo tudo isso à minha mãe. De qualquer forma, meus pais ficaram muito felizes em saber que uma garota havia participado do show e estavam ansiosos para ver uma Rider no futuro também. Quando eu consegui o papel, os dois gritaram: "Rio, vendo você seguir Kamen Rider - é um sonho realizado". Eu não sabia que eles queriam isso para mim, mas fiquei feliz mesmo assim.
Ao assumir o papel cumpri com minhas responsabilidades de retratar uma heroína, levando a personagem a sério. Kamen Rider é um trabalho histórico, e há muitos fãs: como minha mãe e muitas das mulheres da minha família. Mas no meu primeiro dia no set, senti a responsabilidade que estava sendo colocada em Ryoma (Takeuchi). Mesmo relutante no começo, o trabalho era tão interessante que todos os dias eu queria voltar ao set. Ryoma e eu passamos quase todos os dias juntos, e seu papel teve um enorme impacto em mim. Embora às vezes tenhamos enfrentado algumas dificuldades,  direi que houve alguns "momentos difíceis", mas isso é apenas porque sou uma chorona comparado ao meu amigo Takeuchi. Eu não queria parecer inútil em comparação, então trabalhei muito e puxei meu próprio peso para acompanhá-lo.
DM: Como foi a experiência de interpretar uma heroína?
RU: Então, eu melhorei minha interpretação, e este ano  foi como um sonho que se passou. Quando terminei de ler o roteiro do último episódio, pensei: "Uau, esse é realmente o fim da história". Foi assim. Minha experiência de retratar Kiriko por um ano me senti realizada - não parecia apenas uma história, mas também um capítulo da minha vida. Estar em “Drive” se tornou apenas uma parte normal da minha vida cotidiana, tanto quanto retratar Kiriko. Mas muitas vezes não me sinto assim na maioria das séries de anime ou mangá. Nosso herói desaparece com o final deste verão. Foi assim que me sentiu. Mas há um fim claro para isso. Em vez disso, não pode realmente terminar - mas este capítulo da história acabou. Eu estava chorando quando percebi que a série acabou, assim que terminei a leitura final do roteiro.
"Drive" foi a primeira série de drama em que participei regularmente. Então, todos os dias pareciam um pouco com o meu primeiro dia, porque eu estava sempre aprendendo muito. Não há uma resposta correta ao gravar um episódio, então lutei muito para tirar certas notas que aprendi no final de cada dia. Kiriko não é uma personagem super expressiva, mas ainda é humana e não pode ser apenas uma lousa em branco. Para retratar bem a personalidade dela tive que aprender a agir com raiva algumas vezes. Me disseram muitas vezes: "Sua raiva parece fraca!" (Risos) Mas até o fim, eu mantive a atitude de querer explorar diferentes tipos de emoções. Agora é um problema muito menor para mim. Mas fico feliz em saber que, quando saio, sou vista como uma heroína que entra no campo de batalha, alguém que sorri e que você deseja torcer. Kikiro se torna uma pessoa que protege os outros ao longo da série. Ela tem a responsabilidade de lutar, mas não é uma lutadora, e isso a deixa um pouco impaciente. Mas é uma reação natural para ela, afinal. Mas, para mim, participar de Kamen Rider teve muita sorte. E estou sempre atenta para ver meu personagem no dia-a-dia.
Depois disso, a história terminoupara Kiriko e os outros membros do programa. Por exemplo, há muito amor entre mim e o ator que interpreta Gou, Yu (Inaba). Uma das coisas que Yu me disse é "não assuma nada", o que foi um bom conselho - mas mais ao ponto, que Kiriko não deveria assumir nada sobre o que aconteceria a seguir. Kiriko era do tipo que sempre quis proteger todos os três Cavaleiros, e por isso ela estava sempre "no olhos da tempestade". Na verdade, ela era mais uma heroína no coração de um tufão. Então, porque ela estava sempre esperando Gou e precisando ser realmente tolerante e flexível, acho que de certa forma também foi frustrante para ela.
DM: Shinnosuke, Kiriko e Chase viveram um triângulo amoroso?
RU: Acho que as cenas entre Kiriko, Shinnosuke (Takeuchi) e Chase (Taiko Katono) deixaram muitos fãs empolgados, principalmente nossas fãs do sexo feminino (risos). Não sei se Kiriko estava necessariamente "apaixonada" por Chase, mas há definitivamente algo no relacionamento deles. Os dois se, mesmo que Kiriko sendo humana e Chase um Roidmude. Ele entende o que são sentimentos e descobre que tem sentimentos por uma humana. Então, de certa forma, ele está "apaixonado" - ele tem um forte desejo de proteger e defender Kiriko ao longo da série. O jeito dele de "amar" é diferente do jeito de Shinnosuke. Acho que Kiriko é mais apaixonada por Shinnosuke, mas ela demorou para perceber. Tenho certeza de que seu coração estava batendo forte durante a cena em que ela de mãos dadas com ele (risos).

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Deu ruim Margot: Aves de Rapina naufraga nas bilheterias


Aves de rapina crítica
Eu avisei Margot Robbie, tentando mandar no filme, os trailers sem graça, a descaracterização das personagens e a forçada de barra no femismo  concretizaram essa tragédia anunciada em uma tragédia real. 
É importante explicar o calculo básico de sucesso ou fracasso de um filme: Pega-se o valor do filme (isso é quanto ele custou para ser filmado - Aves de Rapina custou 97.1 milhões de dólares.
Ai você dobra o valor e tem o custo do filme e sua publicidade. Nesse cálculo Aves de Rapina precisa arrecadar 194. 2 milhões de dólares para se pagar. Um filme que se paga ainda é considerado um fracasso, afinal ele precisa dar lucro, então, por esse cálculo básico Aves de Rapina precisaria arrecadar 291.3 milhões de dólares, o que para um filme de heróis é pouco.
Segundo o Omelete a expectativa da abertura do filme era 55 milhões de dólares nos EUA, qualquer coisa acima disso seria motivo de festa, mas Aves... estreou com míseros 34 milhões de dólares nos EUA, em seu final de semana de estréia. 
O final de semana de estréia é muito importante, pois determina o andamento da bilheteria, é quando temos a maior arrecadação, com o passar dos dias a bilheteria vai caindo. Aves decepcionou todos que investiram e os radicais que esperavam rir com o sucesso do filme.
A bilheteria americana é a mais importante, por ser o principal mercado (aquele que dá mais lucro), já o segundo maior mercado (China) vê inúmeras salas de cinema fechadas deve prejudicar ainda mais a fraca bilheteria. 

Margot Robbie, a Arrogante


A brincadeira que transformou um filme interessante em um ataque violento e agressivo do feminismo em sua pior face, o que gerou um fracasso que prega apenas para convertidos.
A responsabilidade é toda de Margot Robbie, que foi prepotente ao impor ao estudo suas ideias estapafúrdias; arrogante ao dizer ao público qual heroína deveria existir e burra, por transformar um filme de uma personagem querida em algo que o grande público já estava de saco cheio, antes mesmo da estreia.
Margot impôs uma diretora desconhecida (apenas por ser mulher, no melhor estilo foda-se tudo, quem manda aqui sou eu) e colheu um filme bagunçado, mau dirigido e com muitas falhas.
No melhor estilo "todo mundo é tóxico, menos eu" Margot descaracterizou personagens queridas, fez o que quis e destruiu a possibilidade de vermos um bom filme com mulheres fortes, só porque ela quer impor o lado mais cruel e opressor de uma ideologia.
Aves de Rapina não é só um filme ruim que o público ignorou, é o exemplo de porque as pessoas se afastam de causas necessárias como igualdade, inclusão e feminismo. Com pessoas como Margot Robbie defendendo o feminismo, o machismo tende a ficar cada vez mais forte e consolidado.
Você é um gênio, Margot! Obrigado pelo desserviço. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Meridian - Seduzida Pelo Horror

Uma artista voltando para o castela na Itália, onde se criou; uma antiga maldição; uma trupe de circo misteriosa; um lobisomem; uma história de amor; a estrela de Twin Peaks e uma morena peituda. Prepare-se cora conhecer uma das histórias de amor mais surtadas do cinema.


Um Romance Gótico


Existem filmes que passam batidos em seu lançamento, até pela pouca verba da produção e acabam ganhando um destaque um pouco estranho, outros filmes chamam atenção por carregarem demais a década em que foram feitas; por trazerem aquele(a) ator(a) que seria uma grande promessa; pela estranheza de sua história ou por ser um bom filme mesmo.
Meridian (que aqui no Brasil foi traduzido como Seduzida pelo Horror) tem muitas dessas características, filmado em 1990 o filme grita os anos 90, com todos os exageros maravilhosos daquela época e as pirações.
A produção é estrelada por Sherilyn Fenn, uma das estrela de Twin Peaks, um dos seriados mais icônicos dos anos 90, onde todo o elenco afiado prometia carreira internacional, mas ninguém vingou como estrela.
A história é uma loucura só, mas que funciona. O samba do lobisomem doido dá liga, faltam "detalhes" como um ator melhor como antagonista ou soluções mais criativas de roteira. Mesmo assim é um bom filme, misturando a história de amor, o sobrenatural e um leve erotismo na medida certa.
Meridian peca por ser um produção da Full Moon, estúdio pequeno que sobreviveu por muitos anos com eficientes filmes de terro B (O mestre dos Bonecos ou O Poço e o Pêndulo) e produções eróticas (O Gigolô das Galáxias ou Test Tube Teens fron the Year 2000). Atualmente o estúdio sobrevive de trashs escancarados e ruins como as inúmeras sequências de Bonecos Diabólicos e Biscoito Assassino).

Um pouco mais de verba poderia fazer desse um pequeno clássico da década de 1990; por outro lado o filme possui o charme das produções da Full Moon, como o bom uso dos recursos, o clima gótico e as filmagens realizadas no castelo pertencente ao estúdio, na Itália.
Estúdios menores possuem suas vantagens, a liberdade de criação. Charles Band produziu, dirigiu e co-escreveu o roteiro, o cara tem cerca de cinquenta filmes na carreira, a maioria de terror ou terror com pitadas de comédia, Meridian foi um dos seus primeiros trabalhos na direção, chamando atenção pela seriedade do roteiro.
Exceção feita a alguns momentos de solução fácil ou de burrice inacreditável das personagens o filme se sustenta, aliás ele tem apenas um erro: a trama parece ter sido feita para se desenvolver em alguns dias (é essa a sensação que temos), mas ela acontece em um único dia.
Ficou curioso? Vamos falar sobre essa pequena pérola B, vou poupa-los dos spoilers, mas vale lembrar eu não posso falar do céu sem dizer que ele é azul.


Amor e Maldição


A primeira cena dá o tom do filme, uma caverna em formato de rosto se ilumina, de onde saem uma trupe circense, filmado em câmera lenda com muito nevoeiro a cena é linda e sombria. A direção de arte é muito bem feita.
Sherilyn Fenn

Gina (Charlie Spradling) é uma artista e está animada com a chegada de sua amiga, também artista, quando uma notícia joga água no chope, uma pintura doada a igreja precisa ser restaurada, algo que poderia ser melhor explorado no filme. 
No dia seguinte Gina reencontra Catherine (Sherilyn Fenn) e as duas vão assistir um espetáculo de circo, Gina arrasta sua amiga para a apresentação, a leva para os bastidores, onde conhece Lawrence (Malcom jamielson), o mágico e líder do grupo. Catherine é convencida por sua amiga a convidar os circenses para jantar.
O banquete estava divertido, regado a brindes e truque de mágica, tudo ia bem até que Lawrence dopa as duas garotas, ele e uma figura mascarada (seu irmão gêmeo, Oliver) estupram as duas garotas, em uma cena lenta e lírica.

É ai que as coisas ficam estranhas para Catherine, enquanto Gina vota para a igreja, restaurando o quadro, a moça começa a ter estranhas visões  de uma menina de branco que fora morta, dentre suas alucinações está Oliver que a seduz, faz juras de amor, mas durante o ato sexual se transforma em um lobisomem.
O filme tem por tema de fundo as decorações do castelo, inúmeras estátuas de pedra (vistas em outros filmes da Full Moon), usadas com expertise. Aqui Catherine conta a lenda de um feiticeiro que viu sua filha ser morta, para se vingar transformou os agressores em pedra.
Lentamente o filme vai se revelando, sem fazer muita força para esconder a conexão entre a lenda, Christie, os circenses e a pintura. O que é bom, já que não subestima a inteligência do espectador. O que o filme revela é onde cada pedaço se encaixa e isso é muito bem feito.
Ficou curioso? Você pode abaixar aqui.


Elenco



Do trio principal quem mais chama atenção Sherilyn Fenn, a moça esteve em dois filmes que não fizeram sucesso mas hoje em dia são cults e foi capa da Playboy americana, após sua participação em Twin Peaks:
A Aparição (1996) onde faz a protagonista, que se envolve com Charlie Sheen, um filme muito anos oitenta, onde uma pequena cidade é comandada por uma gangue local, os jovens tentam esquecer um assassinato e levar sua vida, enquanto Pakard (Nick Cassavetes) domina o local e tenta obrigar  Keri (Sherilyn) a namorar com ele. Eis que um estranho (Charlie Sheen) chega a cidade. Ao mesmo tempo um carro misterioso e turbinado começa a caçar os integrantes da gangue.
Encaixotando Helena (1993) O Dr. Cavanaugh (Julian Snds) está apaixonado pela acompanhante Helena (Sherilyn) que percebendo a fixação do médico tenta dar o fora nele, mas sofre um acidente, quem a socorre? Para evitar que a moça fuja o médico começa a amputar partes de seu corpo e encaixota a moça. A direção fica por conta de Jennifer Lynch, filha de David Lynh (Twin Peaks e O Império dos Sonhos).
No demais sua carreira foi mediana, aliás ela segue na ativa, seu filme mais recente foi o fraco Sete Desejos (2017).


Charlie Spradling ou simplesmente Charlie foi uma das beldades dos anos 90, ela passou por diversos filmes B, que tiveram seu sucesso, em geral exibindo os belos e suculentos seios. Você pode tê-la visto em algum filme do Cine Band Privé ou nas comédias que o SBT exibia. 
A morena fez participações em A Bolha Assassina (1988) e The Doors - O Filme (1991). A moça teve papéis mais relevantes em:
Loucademia de Esqui (Ski School, 1991) onde jovem esquiador tenta vaga de professor em escola de esqui, mas enfrenta a concorrência de um cara mais experiente, mas menos brilhante, durante o filme o protagonista se envolve com lindas garotas que adoram ficar nuas na neve.
Reflexo do Demônio(1990) Garota rejeitada usa um espelho amaldiçoado para se vingar da garotas populares que fazem Bullying com ela, versão B de Jovens Bruxas, com mais mortes. Charlie vive uma das agressoras.
To Sleep With a Vampire (1993) Vampiro acorda no século XX, enquanto busca sangue e conhecer o mundo em que está se apaixona por dançarina (Charlie), comédia pastelão.


Malcolm Jamieson é o menos conhecido dessa lista, ele atuou muito pouco e na maioria das vezes em pequenas participações. Os filmes mais famosos em que participou foram O Pimpinela Escarlate (1982), onde fez uma personagem secundária e a comédia Victor ou Vitória (1982) em que fez apenas uma ponte.
Meridian é provavelmente o filme que ele tem maior importância, seu trabalho mais recente foi em 1996! Na série Die Enid Blyton Abenteuer, uma série de aventuras, cancelada após oito episódios.

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